OS EUCALIPTOS E O ROLO COMPRESSOR

OS EUCALIPTOS E O ROLO COMPRESSOR

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Blog - Curiosidades
- 02/06/2021 11:40:16

O Estádio dos Eucaliptos abrigava os jogos do Internacional com conforto e beleza. Muitas partidas importantes foram disputadas ali, tornando os Eucaliptos como um dos grandes responsáveis pelo enorme sucesso do clube, anos depois, inclusive, no cenário mundial. Isso porque sempre ofereceu a possibilidade de formação de novos atletas, que mais tarde iriam abastecer o time profissional. Não é, pois, por acaso, que o hino oficial do Inter, composto por Nelson Silva em 1957 e que, nitidamente, homenageava o grande time da década de 1940, chama-se “Celeiro de Ases”.

Pelos Eucaliptos, além da torcida, é claro, desfilaram figuras folclóricas, como o talismã “Charuto”, um negro forte e amado pelos colorados, que, ao se embebedar, dificilmente conseguia ver os jogos, e Vicente Rao, que além de ter sido, por muitos anos, o Rei Momo do carnaval porto-alegrense, era um animador de torcida sensacional.

 O Rolo Compressor, grande time que foi o responsável pela primeira fase de ouro do Internacional, começou a ser forjado muito antes de entrar em campo. O fator determinante para que aquele time tivesse enorme êxito, tanto tempo depois do surgimento do clube, foi o de que, ao ser fundado pelos irmãos Pope, em 1909, o Sport Club Internacional se propunha a ser o clube de todos, não importava raça ou credo. Não importava se o torcedor fosse rico ou pobre. O Colorado ficou, assim, conhecido como o Clube do Povo. 

O que diferenciava o Rolo Compressor dos outros times era a presença de negros. Pode-se afirmar que os negros foram, e são, até hoje, dentro e fora do campo, a espinha dorsal do Sport Club Internacional. Curiosamente, o único jogador que não era negro naquele ataque mortal do Rolo Compressor, era um branquelo, de apelido Russinho. Na verdade, o nome daquele grande goleador era David Russowsky, e chegara ao Colorado trazido por seu irmão e futuro presidente do Clube, Gildo. Assim, no ataque do Inter havia quatro negros e um judeu.

Créditos das fotos: Museu do Sport Club Internacional
Texto: Zé Victor Castiel
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